16/09/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 16/09/2009 às 11:02:13

Trabalhadores dos Correios em greve

Luciana Cristo

Anderson Tozato
Funcionários dos Correios pedem aumento de R$ 300 no salário.

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão em greve a partir de hoje, por tempo indeterminado. Sem avanço nas negociações, que iniciaram em agosto, os sindicatos realizaram assembleias regionais pelo País ontem à noite para decidir sobre a paralisação.

No Paraná, as reuniões ocorreram em Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Todas decidiram pelo início da greve, seguindo recomendação da diretoria nacional da categoria.

A principal bandeira pela qual os funcionários do Correios pretendem reivindicar é reajuste de R$ 300 no salário. Hoje, o salário inicial da categoria é de R$ 647 e a média salarial varia de R$ 750 a R$ 800, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).

Além de reajuste salarial, os funcionários querem contratação de mais profissionais, fim das terceirizações, plano de cargos e salários e reposição de perdas salariais, na faixa dos 41%, segundo cálculo do sindicato.

"Aumento do efetivo melhora o atendimento à população. No Paraná, a nossa defasagem chega a 30%", acredita o secretário-geral do Sintcom-PR, Nilson Rodrigues dos Santos. Em todo o Paraná, a ECT conta com 6,2 mil trabalhadores, sendo 3 mil carteiros.

Praticamente a metade desse total concentra-se em Curitiba e região metropolitana. Os trabalhadores reclamam que as negociações com a empresa não avançaram.

A ECT chegou a apresentar proposta de manutenção do atual acordo coletivo de trabalho, 4,5% de reajuste salarial e aumento do valor em itens como vale-alimentação, vale-cesta e creche, o que foi rejeitado pelos funcionários.

No fim da tarde de ontem, uma nova reunião chegou a acontecer, em Brasília, entre a direção da ECT e representantes dos trabalhadores. Mesmo assim, não houve acordo.

No ano passado, os trabalhadores da ECT fizeram duas greves, em abril (com duração de sete dias) e em julho (durante 21 dias), além da tentativa de uma terceira paralisação no fim de 2008.

Na época, a discussão era sobre o pagamento de um adicional de 30% para carteiros que atuam na coleta externa, a partir de um termo de compromisso firmado pelo governo federal e não cumprido até então. Depois das paralisações, o valor foi incorporado ao salário da categoria.

  • 16/09/2009 - 20:00 - josé ferreira da silva

    O QUE SERA QUE ESTÃO QUERENDO ?? O SERVIÇO É UMA LENTIDÃO TERRIVEL,A GENTE PAGA CARO PARA OS SERVIÇOS NAS ENTREGAS DO SEDEX,NOTA ZERO E DIGO NÃO AO AUMENTO E CONTRATA NOVOS FUONCIONARIOS COM VONTADE DE TRABALHAR, E MANDA ESTE EMBORA !!!!!

  • 16/09/2009 - 18:07 - diogo butturi

    a luta e justa mas reajuste de 300 reais e pa caba ... concordo e apoio o movimento mas tem te ser racional..

  • 16/09/2009 - 13:38 - Edgar Castro

    Greve de novo? uau...

  • 16/09/2009 - 11:34 - Célio Borba

    Minha solidariedade a estes operarios das comunicações do Brasil, haja modernoidade da internte, celular, etc jamais podera faltar a entrega de correspondencias impressas, eles merecem mais respeito das pessoas, pois andam debaixo de sol e de chuvas

  • 16/09/2009 - 09:48 - José Ferreira

    Perguntem em quem eles votaram? Privatização dos correios já!!!

  • 16/09/2009 - 09:44 - Jorge luiz

    cabanda de ser vergonha, quantos dissidios esta categoria tem por ano, faz o que cinco meses que pararam tudo isto virou palhaçada, manda todo mundo embora que com certeza tem muita gente querendo trabalhar.

  • 16/09/2009 - 08:44 - Sra. Platz. (T.O.F)

    Nada mais justo para esses trabalhadores.Concordo plenamente.

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