19/08/2012 às 18:52:43 - Atualizado em 20/01/2013 às 11:55:24

IDEB e o índice da mediocridade no ensino

Esta semana o IDEB foi um dos assuntos mais comentados no país. Nenhum tipo de mídia escapou do nicho temático, das mais acanhadas rádios comunitárias, até as grandes redes de TV passando pela net, jornais, “boca a boca” e etc, ou seja, foi disparado o assunto da semana.

 

Isso é altamente positivo, pois num país onde o “analfabetismo funcional” (forma “politicamente correta” para se referir a quem não sabe ler, nem escrever e muito menos entender) atinge 70% de desventurados (para não dizer desgraçados), quando um tema envolvendo educação ganha uma proporção dessas é de se comemorar, ainda que seja para informar que a maioria do país não atingiu a “meta” e poucas ilhas de excelência podem se diferenciar da massa que agoniza entre o lacunismo da falta de conhecimento e o engodo da “alfabetização desfuncionada”.

 

Quase todos os males contemporâneos da nossa sociedade, encontra lastro nessa “propositada” falta de cultura, lançando principalmente nossos jovens, em um abismo de desconhecimento e ignorância que vai levá-los inevitavelmente à desgraça, pois diferente dos outros animais, o homem (mesmo o ignorante) consegue intuir que nasceu para crescer e evoluir, e quando isso não acontece em função de fatores pontuais como a falta de valores familiares, religiosos, e educacionais, ele se volta contra a sociedade que o concebeu dizendo-se “vítima do sistema” (de certa forma o é) e justificando então atitudes até criminosas, para preencher o vazio deixado pelo pai, mãe, religião e escola.

 

O IDEB na verdade não traz nem diz nenhuma novidade, apenas explicita situações que a cultura contemporânea “livre de preconceitos” (na verdade é a mais preconceituosa e todas) insiste em ignorar, qual seja: que a disciplina, o respeito, os valores do caráter e da pátria e principalmente os limites que devem ser respeitados, são fundamentais na conquista de uma sociedade menos desigual e “mais ou menos” justa.

 

Foz do Iguaçu no Paraná colocou três entre as dez melhores escolas do país no ensino fundamental, inclusive a primeira.

 

O Colégio Militar de Curitiba foi o que obteve a melhor nota (7.0) entre o sexto e o nono ano, em nível nacional foi o oitavo colocado.

 

Lá existe disciplina, respeito, se canta o Hino Nacional toda semana, os alunos se submetem a um padrão de linguagem corporal, usam uniformes enfim, nada além do óbvio, ou melhor, daquilo que deveria ser óbvio para qualquer escola, mas infelizmente tornou-se exceção.

 

Na maioria das escolas cantar o Hino Nacional é piegas, assim como usar uniforme, respeitar o professor e mais um cem número de equívocos, até o pior de todos: achar que na Democracia liberdade é fazer tudo que quiser, nada mais néscio.

 

O IDEB pelo menos serve para uma coisa: colocar a educação em discussão na mídia nacional (embora com resultados pífios) e fortalecer a tese de que o fosso social no Brasil só vai ser vencido por uma educação de qualidade e um ensino inteligente, nada mais óbvio.

 


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